Recentemente alguém teve a ideia de twittar “Cala a Boca Galvão”. Rapidamente a mensagem tomou corpo e virou notícia dentro e fora da web, surgindo campanha publicitária em prol de um suposto pássaro chamado Galvão e sobre um novo lançamento da Lady Gaga, tudo isso criado por usuários da rede.
Algumas pessoas ainda não conseguiram ver a grandeza desse fenômeno, por esse motivo, traçei uma ideia e coletei algumas informações para mostrar até onde elas podem ir.
Como estamos em vésperas de eleição, vou utilizá-la como exemplo: em 2006 um deputado federal no estado de São Paulo (que tem o maior colégio eleitoral do Brasil) precisou de em média de 175 mil votos para ser eleito, sendo que, dos eleitos, o mais votado teve quase 740 mil e o menos votado aproximadamente 11 mil. Parece ser bastante gente, mas não comparado a população brasileira que está em redes sociais, que atualmente corresponde a 87% dos internaltas brasileiros, ou seja, 1/4 da população do Brasil.
Agora imaginem que determinado candidato, ou apenas uma figura ilustre que apoie esse candidato, caia nas graças de um grupo, e esse grupo ao invés de falar “Cala Boca Galvão”, fale “Vote em Fulaninho”, somente por ele ser engraçado ou qualquer outro motivo.
Nessas mídias sociais apenas um pequeno grupo já seria capaz de eleger um canditado a deputado federal, mas imaginem o que poderia fazer um grande grupo. Levando em consideração a média de votos de 2006. Os usuários de uma tendência como o aplicativo Vou, Não Vou! da HiperSocial poderiam eleger cerca de 22 candidatos no maior colégio eleitoral do país.
Ao contrário do público das outras mídias, os usuários de redes sociais são agregadores, ou seja, eles têm o poder de se unir por algo. Somando a isso, o fato da internet ser hoje – segundo o IBOPE – a principal formadora de opnião do país, faz com que tudo que acontece dentro da internet repercutir fora dela. E toda essa movimentação e sucesso delas são apenas a manifestação das pessoas pelo anseio de se unirem por um objetivo em comum.
E para quem ainda não sabe são os deputados federais que propõem as leis que seguimos. E já que temos esse grande poder nas mãos, não vamos permitir que qualquer um faça isso.